quinta-feira, 12 de agosto de 2010


Eu, eu ñ domino a esgrima !
Mais minha palavra é afiada e contamina.

Minha ginga, meu jeito, minha voz qe vem do gueto

Minha raça, minha cara, tua cara a tapa, o meu cabelo crespo.
Aguenta minha marra, teu cartão ñ me paga !
Minha ancestralidade no peito eu ñ tô te vendendo

Não é contando por contar ñ é por vaidade, mais peito pra encarar a vida louca com coragem ñ é pra qualquer um, minha mãe é minha testemunha, o preço, o zelo pelo descontentamento.

Muita acusação sem inspiração ..

Eu sempre me virei, e é claro eu precisei de ajuda

Tem gente boa no mundo isso eu já sei, tbm vi o lado violento dos qe ñ temem a lei.
Tanto faz lei divina, tanto faz lei dos homens, ñ importa por roupa chique ou mudar seu sobrenome

Luta e choro a noite é fria, pra esses lances ninguém nunca está preparado

Andando na rua de noite mta gente branca já fugiu de mim

A minha ameaça ñ carrega bala mais incomoda o meu visinho !

O imaginário dessa gente dita é torto ! Gritei pela minha pele qual será o meu fim ?

Eu ñ compactuo com esse jogo sujo, grito mais alto ainda e denuncio esse mundo imundo.

A minha voz transcende a minha envergadura, conhece a carne fraca ? eu sou do tipo carne dura !

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